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A churrasqueira de alvenaria é feita de tijolo, reboco e uma base de concreto. Nas paredes, o calor chega de lado e se espalha. No piso, ele chega concentrado, de cima para baixo, no ponto exato onde o carvão queima.
Esse fundo sofre o pior tipo de calor: o que vem e vai. Esquenta forte no sábado, esfria por completo durante a semana, esquenta de novo no domingo seguinte. Cada ciclo dilata e contrai o material, e o vaivém abre trinca onde o concreto é mais fraco.
O QUE A AREIA FAZ
A areia seca conduz calor mal. Entre um grão e outro fica ar, e o ar atrasa a passagem do calor para baixo. A brasa aquece a superfície da camada, mas a parte de baixo, colada ao piso, esquenta bem menos e devagar.
O grão também distribui. Sem a camada, a base recebe o calor em manchas, quente sob o monte de carvão e fria nas bordas, e a diferença entre as duas áreas puxa o material em direções opostas. Com a areia, o calor chega ao piso espalhado e mais uniforme.
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A areia não apaga a brasa: ela só não deixa o calor descer inteiro.
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A GORDURA QUE PINGA
Picanha, costela e linguiça soltam gordura a noite inteira. Sem camada, o pingo cai no piso, encharca o reboco e fica ali, rançoso, até a próxima limpeza. Com o tempo, a mancha penetra no concreto e não sai mais.
A areia bebe o pingo. A gordura desce entre os grãos, a parte de cima queima na brasa seguinte e o resto fica presa no material, que se troca de tempos em tempos. O piso continua seco.
AREIA OU BRITA
As duas servem. A areia grossa forma um colchão fechado, isola melhor e recebe bem a pá na hora de recolher a cinza. A brita miúda, a de número zero ou um (pedrinhas de meio a dois centímetros), deixa o ar passar por baixo do carvão e escorre a gordura até o fundo.
A escolha depende da limpeza que o assador prefere. A areia peneira fácil e devolve a cinza separada. A brita retém pouca cinza entre as pedras, mas pede uma escova ou um aspirador de cinzas para os cantos. Para quem faz churrasco toda semana, a areia rende menos trabalho.
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