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A brasa da bananinha é forte e curta. Carvão em brasa branca, sem chama viva, e a mão aberta a um palmo da grelha aguentando 2 a 3 segundos, nunca 5.
A grelha fica a uns 20 centímetros do carvão. Mais perto queima a casca antes de o centro subir, mais longe come o rosado do meio.
O rolo tem quatro faces, e as quatro selam. Encoste a primeira, conte 2 minutos, gire um quarto de volta e repita até fechar a volta inteira.
O giro é o que salva o formato. Peça redonda selada só de dois lados sai com duas paredes escuras e duas pálidas, e o medalhão perde o anel parelho.
A volta completa leva perto de 8 minutos e coloca um rolo de 7 centímetros por volta de 50 graus no centro. Dali em diante quem manda é o termômetro, não o relógio.
Tire entre 52 e 54 graus pro miolo rosado e brilhante. Entre 57 e 60 a peça ainda serve bem, e acima de 65 a fibra fina que dá fama ao corte vira palha seca.
| A etapa |
O número |
O sinal na peça |
| A brasa e a altura |
Mão aguenta 2 a 3 segundos, grelha a 20 cm |
Carvão branco, sem chama viva |
| As quatro faces |
2 minutos por face, giro de um quarto |
Anel escuro fechando parelho na volta |
| A saída do fogo |
52 a 54 graus no centro |
Espeto do termômetro no meio do rolo |
| O descanso e o corte |
8 minutos, rodelas de 2 a 3 cm |
Faca atravessando a fibra |
O descanso é curto e vale por temperatura. Recém-saída da brasa, a peça está com as fibras contraídas e com parte da água solta dentro dela, pronta pra escorrer na primeira faca.
Enquanto o rolo esfria na tábua, as fibras relaxam, a retenção de água sobe de novo e o líquido assenta onde já estava. Perde-se menos suco no corte porque a temperatura caiu, nunca porque o suco viajou pro centro e voltou.
Oito minutos bastam pra meio quilo, em tábua aberta e sem prato tampado por cima. Cobrir a peça amolece a crosta que os minutos de giro construíram.
O corte é o último passo e é onde a maioria estraga o trabalho da tarde. A fibra corre no comprimento, então a faca atravessa o rolo, nunca acompanha a direção dele.
Rodelas de 2 a 3 centímetros, uma atrás da outra. Cada uma sai como um medalhão de borda escura e centro rosado, com o feixe de fibra cortado curto e a mordida cedendo no garfo.
Fatia fina não serve aqui. Ela esfria antes de chegar à mesa e perde o contraste entre casca e miolo.
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Meio quilo de carne macia entra na moedora todo dia por falta de uma palavra dita no balcão, e a palavra é bananinha.
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Pedido pelo nome no balcão, película fora antes do sal e faca atravessando a fibra na tábua. Três decisões separam o rolo esquecido do medalhão que sai da grelha.
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